Festival Grant’s Stand Together está de regresso

Vai na quinta edição e sempre com Joaquim de Almeida como anfitrião. Este ano, a grande novidade é a de também se realizar no Porto. Falámos com Hugo Nóbrega, diretor do festival.

storytelling_baixa-e1460732611320Uma boa história cativa o público e emociona-o. E o festival de storytelling Grant’s Stand Together sabe bem disso. A prova é que vai na quinta edição. Para compreender o seu sucesso e as novidades deste ano o OJE conversou com o diretor do festival, Hugo Nóbrega.

Quais as novidades deste ano?

O festival de storytelling de Grant’s existe há já quatro anos e nesta 5.ª edição queremos fazê-lo evoluir com três grandes novidades: o reforço do posicionamento da marca – Stand Together – através do nome, o alargamento deste evento pioneiro ao Porto e o caráter inovador do que vamos apresentar em termos de conteúdo e storytellers.

Começando com o naming, o nosso objetivo é que reflita os valores pilares de Grant’s, que assentam no sucesso coletivo e de- fendem que a nossa vida se torna mais valiosa quando há uma celebração partilhada do êxito.

O outro grande destaque é a estreia do Grant ́s Stand Together no Porto. O local será o mítico Cinema Batalha, que abrirá as portas para receber histórias, música, cinema e muita festa.

Finalmente, em termos de conteúdos e falando da edição de Lisboa, destacamos o facto de termos reforçado as sessões já históricas do festival, com mais storytellers por sessão a contarem as suas histórias. Outro momento relevante é sem dúvida o inédito encontro de amigos entre o Tiago Bettencourt e a Márcia, num concerto com histórias. No cinema, destaque para a antestreia de Viver à Margem (com Richard Gere). E em termos gerais, estamos a apostar num cartaz mais jovem e que se traduz também em festas após as sessões: teremos o Dj Pedro Ramos na cabine a convidar em cada dia um amigo para se juntar a ele e tomar conta da casa, do Cinema São Jorge. Tudo isto, e muito mais com fantásticos cocktails Grant ́s!

Como foram selecionadas as personalidades e os filmes que constam no programa?

Procuramos ter coerência no cartaz, tendo personalidades que julgamos relevantes no panorama atual e até emergentes, em várias áreas da sociedade. Na sala Manoel de Oliveira a aposta é em convidados que consideramos re- levantes e pertinentes para um público que definimos como target (os NGU – Newly Growing Ups) e procuramos diversificar, apresentando atores, músicos, cronistas, estilistas, chefs, tornando cada sessão fantástica exatamente por nos permitir conhecer, história a história, pessoas fascinantes de diversos campos. Relembramos, que as histórias são sempre verdadeiras e têm de ter como protagonista o próprio storyteller. Esta premissa é extensível ao cinema, onde o nosso comissário, o Rui Pedro Tendinha, programa a partir do que ele apelida de “cinema do real”, onde a história base do que se apresenta tem de ser verdadeira.

Qual a mensagem deste ano do Festival?

“Há histórias que só partilhamos com amigos” reforça as raízes da marca Grant’s assentes na visão de que a amizade, os momentos mais importantes, muitos deles de celebração da nossa vida, e o próprio sucesso, são muito mais importantes e genuínos e só fazem sentido se forem partilhados entre amigos. Procuramos assim, que o festival seja um momento único de partilha de histórias e experiências entre os storytellers e o público, que se sente próximo e de certa forma, como se estives- se num serão em casa de amigos.

O que levou o Festival a ir, também, para o Porto?

Pela notoriedade da marca a norte do país, é para nós importante apresentar este projeto no Porto e estamos certos de que será uma edição desde logo muito bem recebida pelo caloroso público nortenho. O nosso formato de storytelling é inédito no país e também nesta cidade; desafiamos, por isso, os portuenses a partilharem connosco as sessões intimistas que os nossos convidados vão apresentar.

Quais as expectativas em termos de audiência?

Estimamos atingir o número de 5 mil espectadores em Lisboa e 3 mil no Porto. É um número que reflete o que tem acontecido nas últimas edições, com sessões completamente esgotadas, aliado ao facto de estarmos a enriquecer o festival com festas diárias, após as sessões.

Qual costuma ser a reação da audiência às histórias e estórias contadas?

É importante referir que antes de tudo, este festival é surpreendente até para os storytellers, que geralmente estão a contar a sua história em público pela primeira vez. Portanto, é uma estreia até para eles, e isso é fascinante para quem assiste, que reconhece o caráter verdadeiro das palavras e que sabe que tudo acontece ali no momento. A reação não podia, por isso, ser melhor. E o mais in- crível é que o público entende e respeita o conceito base, de que as histórias não têm que ser divertidas, podem não o ser. Claro que todos adoramos dar uma boa gargalhada a um momento fantástico e inesperado de ouvir, mas é também extraordinário sentir outras emoções em cada história e o impacto que tem em cada espectador. As sessões têm intervalo e é um momento em que se bebe um cocktail e se comentam as histórias. É um ambiente que acredita- mos ser único, só vivido neste festival.

Como surgiu o Joaquim de Almeida para anfitrião? O que o tem levado a continuar a assumir esse papel?

O Joaquim de Almeida surgiu da ideia de termos um anfitrião que represente os valores de sucesso, de notoriedade, mas sobretudo, de proximidade, de “terra a terra”, alguém que valorize realmente a amizade, a partilha de momentos e de histórias com amigos. No fundo, que represente o que é o “Stand Together” a assinatura que Grant ́s apresenta na sua comunicação. O Joaquim viaja todos os anos de propósito para o festival, fascinado também ele pelo sucesso deste projeto e pela partilha de momentos importantes da sua vida e dos participantes. É um verdadeiro anfitrião, próximos dos convidados e do público, que nos faz sentir em casa e que aproxima os storytellers entre si e com o público. O Joaquim de Almeida é fascinado por esta ideia de serão de histórias à volta dum copo de whisky com os amigos. Quando entra em palco e vê aquela plateia completa, é um momento único, com que ele vibra e faz questão dele próprio partilhar com os seus amigos mais próximos.

O que vos levou a mudar o nome do festival ?

Este projeto nasce duma iniciativa global de storytelling da marca Grant ́s, com a assinatura “True Tales”. Portugal foi o país onde este evento teve mais impacto e onde o sucesso foi notável. Após quatro edições consecutivas, faz sentido evoluir, alinhando a comunicação do festival à estratégia de campanha internacional da marca destacando os conceitos e princípios #IOU (devo-te uma) e Stand Together. A essência do evento é toda ela a mesma das anteriores edições, mas temos vindo a desenvolver alguns projetos dentro do festival assentes nos pilares da marca.

Qual o preço dos bilhetes?

Os preços variam entre os 6 e os 15 euros.

Qual a importância da componente social ?

Desde a primeira edição que nos associámos à Casa do Artista, com um donativo. Queremos que os artistas que participam no festival saibam que temos também um compromisso com a sociedade, com as histórias e pessoas fascinantes que por ali passam e já passaram em edições anteriores. Ao termos, como host, o ator português mais prestigiado internacionalmente, fez sentido que fosse A Casa do Artista a instituição a apoiar.

Alexandra Costa/OJE

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