Palácio do Governador renasce em Belém

Há um novo hotel de charme na capital portuguesa. Localizado em frente à Torre de Belém, é fruto de um projeto de reabilitação onde a ligação com a Companhia das Índias serviu de inspiração à decoração. Um local a conhecer e desfrutar.

Foi em tempos a casa do Governador da Torre de Belém. Hoje é o mais recente hotel de charme de Lisboa, da NAU Hotels. A casa original foi concluída em 1521. O hotel renasceu há dois dias, a 20 de outubro.

Esta é uma unidade especial. Não só pelo charme e conforto proporcionados pela era moderna e pela decoração escolhida, mas igualmente, e sobretudo, pela história envolvida.

História que se encontra um pouco por todo o espaço. Entre as áreas públicas – por exemplo, o lobby da receção onde antes era a capela e onde é possível observar os azulejos originais (entretanto recuperados) – até aos quartos.

É fácil perdermo-nos nos vários pormenores. E, depois de ouvir as explicações do arquiteto Jorge Pinto Cruz, que fez dupla com Maria Cristina Mantas, percebe-se porquê. Foi decidido manter a ligação ao rio e a sobriedade da arquitetura militar (apesar da influência do barroco). Optou-se por manter os espaços amplos, onde o branco das paredes é apenas cortado pelos tetos em madeira e os azulejos. A disposição das janelas e a própria decoração apelam não só a Portugal mas também a uma sensação de se estar entre o sótão e um navio. Que se reflete igualmente no exterior. A ideia é a de transmitir um ambiente náutico, quase como se estivéssemos no convés de um navio.

O Palácio do Governador disponibiliza 60 quartos distribuídos por 11 tipologias diferentes. E todos eles diferentes. O que torna mais difícil a escolha. Todos têm algo de apelativo. Seja a posição da banheira – no centro e com vista para a Torre de Belém – seja as peças decorativas, as paredes romanas… Mas os encantos não se encontram apenas nos quartos. Há também uma piscina interior aquecida de 25 metros inserida num spa com 1200 metros quadrados que, mantém à vista os muros romanos do século I a V entretanto descobertos, um restaurante e ainda espaços para reuniões. E depois… e depois há o jardim. Um espaço exterior com piscina, um deck e a sensação de se estar no campo e não na cidade. A “dois passos” da zona histórica mais emblemática da capital portuguesa.

Por Alexandra Costa/OJE

Artigo publicado a 22/10/2015

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