Reestruturar produto (integrado) para promover o destino Algarve

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Foi ontem apresentado, em Lisboa, o Plano de Marketing Estratégico para o Turismo do Algarve 2015-2018. O objectivo é o de conseguir combater a sazonalidade e apresentar o Algarve como tendo mais do que o produto sol e mar. Para tal o grande desafio, segundo Desidério Silva, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), é o de reestruturar o produto, em conjunto com os parceiros, de forma a apresentar uma solução integrada.

O plano para os próximos três anos passa essencialmente não só por aproveitar os produtos já estabelecidos e maduros mas principalmente por potenciar os que estão em desenvolvimento. O golfe apesar de consolidado continua a ser considerado estratégico dado que actua em contra-ciclo com a época alta do sol e mar. E há uma especial atenção ao turismo de negócios, ao de natureza e ao náutico. São produtos em desenvolvimento mas que já mostram grande potencial de crescimento.

A maior dificuldade prende-se com os produtos complementares. É o caso da gastronomia e vinhos; do touring e do turismo de saúde. Isto porque há falta de comunicação (e integração/complementaridade) da oferta.

Para a promoção o plano apresentado, e aprovado por unanimidade pelo Conselho de Marketing da RTA, irá apostar, em primeira mão nos mercados tradicionais, considerados prioritários (Reino Unido, Alemanha, Holanda, Irlanda, Portugal e Espanha) mas igualmente nos que estão em franca expansão. É o caso da França (que está com uma taxa de crescimento de 20%), da Bélgica da Dinamarca, da Suécia e da Suíça. Estes são especialmente interessantes para o combate à sazonalidade.

Indo um pouco mais ao pormenor João Fernandes, vice-presidente da RTA, referiu que, por exemplo, os resultados da Alemanha estão aquém do seu potencial. E que os turistas holandeses são importantes porque normalmente optam por estadias mais prolongadas, em época baixa.

Quanto às acções propriamente ditas estas assentam em sete eixos estratégicos: articulação entre agentes do sector; desenvolvimento de uma cultura regional em prol do turismo; marketing intelligence; acessibilidade aérea; qualificação dos recursos humanos e serviços; promoção; e enriquecimento da oferta. O primeiro, na base de todo o trabalho, consiste na articulação entre os agentes do sector. Aqui, segundo Desidério Silva, o objectivo é o de criar uma redes de cooperação e grupos de trabalho por produtos. Seguem-se as campanhas de sensibilização, mais viradas para os residentes, a monitorização da actividade turística, o trabalho na criação de novas ligações directas entre os aeroportos mais importantes (diga-se dos mercados prioritários), a aposta na formação, a promoção através de novos e mais ricos canais (nomeadamente o digital) e, em última análise, a valorização do destino Algarve.

Alexandra Costa – 22Janeiro2015@Opção Turismo

Artigo publicado, a 22 de Janeiro de 2015, no Opção Turismo.

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