Alqueva: 96 milhões de euros para desenvolver o maior lago artificial europeu

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Foi ontem apresentado, pela ATLA – Associação Transfronteiriça do Lago Alqueva, o plano de acção para os anos 2014-2020 para a zona do Alqueva. O objectivo é, através de uma gestão integrada e transfronteiriça, desenvolver a região e potenciar aquele que é o maior lago artificial europeu.

O plano delineado e já apresentado ao Governo, prevê um investimento de 96 milhões de euros, distribuídos por quatro eixos estratégicos: Ambiente e Ordenamento do território; Inovação, Empreendedorismo e Competitividade; Turismo; e Acções transversais. No entanto é reconhecido que é no Turismo e na Agricultura Agro-industrias que há o maior potencial. Mesmo porque convém não esquecer que a região foi identificada como a sendo a que tem o maior potencial de crescimento económico. Além disso convém referir que foi elaborado no pressuposto de enquadramento das directrizes emanadas no “Acordo de Parceria do Governo Português”, e demais planos nacionais e Regionais, valorizando ainda as directrizes Europeias, emanadas no regulamento (EU) nº 1301/2013 do Parlamento Europeu e do Conselho de 17 de Dezembro de 2013.

Com o nome de Alqueva Desafia Portugal, o plano de acção assenta não só na utilização de fundos disponíveis no Programa Operacional da Região do Alentejo mas também nos programas transfronteiriços, transaccionais e inter-regionais, assim como numa abordagem dos programas plurifundos. Sendo que a estratégia foi delineada tendo por base a articulação e vontades dos principais agentes de Desenvolvimento Públicos e Privados, ao nível Local, trans-regional e transfronteiriço.

Indo ao pormenor das acções convém referir que houve o cuidado de evitar a duplicação de iniciativas levadas a cabo por outras entidades. Na parte do ambiente destaque para a gestão das águas, nomeadamente em termos da “cooperação e articulação transfronteiriça no que concerne às diferentes utilizações dos planos de água e respectiva envolvente”. As diferentes regras nos dois países (Espanha obriga as embarcações a terem matrícula espanhola) por vezes origina multas, mesmo a turistas que estão a navegar no lago.

A interligação a outros sectores passa por algo tão “simples” como a aposta na criação de um sistema de eco-vias e faixa ecológica em torno das albufeiras de Alqueva e Pedrogão ou na criação de áreas de pesca desportiva.

No eixo do Turismo as acções centram-se no desenvolvimento do Parque Temático do Alqueva (mesmo porque a Espanha está a investir forte neste projecto), na criação de circuitos e rotas temáticas, aproveitando, por exemplo, a atribuição de Cidade Europeia do Vinho a Reguengos de Monsaraz, no centro de interpretação da água, criando uma rede de postos de informação turística, investindo no turismo sénior e de saúde e na programação do Dark Sky Alqueva.

Em termos de distribuição de verbas o turismo é o que recolhe a maior fatia, com 36% do valor. Segue-se o Ambiente e Ordenamento do território com 26 por cento; a Inovação, Empreendedorismo e Competitividade com 20% e as Acções transversais com 18 por cento.

Alexandra Costa – 16Janeiro2015@Opção Turismo

Artigo publicado, a 16 de Janeiro, no Opção Turismo.

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