Djerba: Entre o Ocidente e o Oriente.

Sol, praia, resorts, cultura exótica, história e compras. Os principais aliciantes para quem visita a ilha de Djerba e a Tunísia no geral. Um local onde pode não só descansar, repor energias mas também divertir-se, praticar desportos náuticos e ter novas experiências, como andar de dromedário ou passear pelo deserto. Está logo ali ao lado e a preços acessíveis.

IMG_0189É uma ilha e está ligada ao continente por uma estrada de sete quilómetros, construída, no século II, pelos romanos. Chama-se Jerba, ou Djerba, e foi inicialmente povoada pelos berberes, tendo sido “casa” de várias civilizações. Hoje faz parte da Tunísia e é um dos seus principais pontos turísticos. A Travel & Safaris foi conhecer a ilha e conta-lhe o que pode ver, fazer e comer.

O tempo ameno, com temperaturas a rondar os 20 graus no Inverno e 35 no Verão, faz com que a ilha seja o destino turístico por excelência durante todo o ano. Não é por acaso que, este ano, o operador Travelers resolveu apostar forte na ilha, com pacotes para todos as carteiras, sendo que o preço base é bastante atractivo: a partir de 600 euros.

IMG_0379A menos de três horas de distância só há que ter cuidado com a validade do passaporte. Fora isso… o país não coloca grandes entraves aos turistas, ou não fosse essa a sua principal fonte de receitas.

A zona turística, onde se concentram os hotéis e resorts, fica a cerca de 30 minutos de carro. Localizados na primeira linha de praia a maioria possui areais privativos. Entre ficar “de papo para o ar”, na praia, ou na piscina, ou praticar um dos muitos desportos náuticos existentes, há muito que se pode fazer.IMG_0437

Mas há mais na ilha do que só sol & praia. Djerba aposta também na suas tradições, nomeadamente no artesanato e no exotismo para cativar os turistas. É impensável ir a Djerba e não fazer pelo menos uma visita ao mercado, na capital Houmt Souk (Mercado do Bairro). Lá encontra um pouco de tudo. Têxteis, cerâmica, malas, jóias, especiarias, artigos em pele e couro…. Mas atenção. Não se esqueça de regatear. Faz parte da tradição.

Para conhecer a história da ilha nada melhor do que visitar o Museu de Artes e Tradições Populares, em Guellala, aberto em 2001. Lá encontra não só a história da ilha, da cerâmica mas também cenas da vida quotidiana dos tunisinos, com as suas roupas típicas. Localizado em Guellala, vila situada na costa sul da ilha e conhecida pela sua olaria. O próprio nome, de origem berbere, significa “oleiros”. Aproveite e faça uma visita à vila e às suas lojas típicas. Uma curiosidade. Na vila, e ao contrário de outros locais do país, é possível saber o estado civil das mulheres pelo seu traje.

_MG_9343Mas a Tunísia e Djerba em particular não é só conhecida pela sua cerâmica. O mesmo acontece com as essências. E, para isso, nada melhor do que fazer uma paragem no Palais du Jasmim, loja e fábrica onde ainda hoje se fazem perfumes e óleos essenciais, de destilação tradicional, recorrendo ao alambique. Com mais de 50 essências puras (sem álcool) será difícil não encontrar uma a seu gosto. Outra opção é a de comprar um clone de marcas famosas. Quer um Chanel 5?

Embora seja um país árabe, a Tunísia pratica a tolerância. Prova disso é a Sinagoga de El Ghriba, a mais antiga em solo tunisino. Localizada mesmo ao lado da mesquita é um edifício relativamente simples. Isto até se entrar e observar a riqueza da decoração. Num estilo mourisco e com arcadas a lembrar uma mesquita destaca-se a utilização de azulejos azuis.

Passeio pelo deserto

É certo que se pode estar uma semana em Djerba, a desfrutar do bom tempo e das praias intermináveis. Mas o deserto está logo ali ao lado. E vale mesmo uma pena uma visita.

IMG_0597A viagem começa logo de manhã, que ainda são umas horas até ao destino final, Touzeur, onde se encontra o maior oásis do Norte de África. Pelo caminho passa-se pelos lagos salgados de Chott El Jerid, onde vale mesmo a pena fazer uma paragem. Não só para descansar um bocado, mas principalmente para apreciar a paisagem. Como que um deserto feito de sal, a perder de vista. E apreciar o humor tunisino. Sim porque encontrar no meio do nada uma tenda com a placa “hotel” … Aproveite e compre uma Rosa do Deserto, uma formação mineral que resulta da acumulação de partículas de gesso na areia.

As viagens ao deserto têm, normalmente, a duração de dois dias e um custo extra a rondar os 120 euros. Chegados a Touzeur, e depois de almoçar e recarregar energias (a cidade está a cerca de 300 quilómetros de Djerba) a aventura continua com um passeio de 4×4 pelo deserto. O objectivo e só um. Fazer o percurso do Paris-Dakar. E continuar até Ong Jemel, local onde foi filmado o filme Guerra das Estrelas. Para os fãs é um local de culto. Antes de regressar ao hotel há ainda tempo para parar no oásis de Chebika. Rodeado de palmeiras e de uma paisagem agreste oferece um momento de paz e tranquilidade. Lá encontra-se uma cascata conhecida pelos tunisinos como “a grande cascata do deserto”.

IMG_0731O dia seguinte começa com um passeio de dromedário na bela cidade de Douz, considerada a “porta do deserto”. Primeiro há que vestir o traje típico e posar para a fotografia. De seguida, em grupo de três, seguimos pelo deserto adentro. A meio, e em jeito de espectáculo, surge um cavaleiro a convidar para um passeio a cavalo. Embora tentador tenha em atenção que é pago.

A viagem prossegue até à cidade de Matmata, uma aldeia troglodita, conhecida pelas suas casas construídas dentro da rocha. Localizada a cerca de 600 metros acima do mar esta é a única forma de conseguir resistir ao frio e ao calor. Hoje em dia cerca de 80 famílias continuam a viver dessa forma. Embora o programa standard não contempla dormida no hotel há sempre a possibilidade de criar um personalizado. A experiência vale a pena, nem que seja pela diferença. Antes do regresso ainda há tempo de parar numa casa típica, a Casa de Miriam, que nos explica como é o dia e as tarefas de quem opta por viver na região.

Onde ficar

 O que visitar

  • A capital Houmt Souk, nomeadamente o mercado, onde poderá perder-se entre as ruas estreitas, regatear e adquirir malas, jóias, tapetes, têxteis, e muitos outros produtos.
  • O Museu de Artes e Tradições Populares, em Guellala, onde poderá conhecer a história da Tunísia e conhecer as suas tradições.
  • Guellala, vila conhecida pela sua olearia. Vale a pena parar para conhecer como as peças são feitas e observar os mil e um desenhos.
  • Palais du Jasmim, fábrica de óleos essenciais tradicional.
  • Sinagoga de El Ghriba, famosa pela sua decoração com arcadas e azulejos azuis.

Como ir

  • O operador Travelers tem voos fretados todos os domingos. O voo dura menos de três horas e só exige passaporte com validade mínima de seis meses.

Gastronomia

  • A gastronomia tunisina é variada embora predomine o borrego. A não perder as tâmaras e o chá.

Atenção: aconselha-se beber apenas água engarrafada.

Artigo publicado na revista Travel & Safaris, na edição de Verão de 2013

Fotografias de Alexandra Costa

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 Fotografias de Catarina Larcher

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