Reforçar a marca “Centro”

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro

Pedro Machado, presidente do Turismo Centro

Não é fácil gerir um território que no espaço de sete anos triplicou a sua área territorial e que hoje agrega 11 regiões de turismo. Que o diga Pedro Machado, presidente do Turismo Centro.

Aquando da apresentação do primeiro Fórum Turismo Interno, promovido pelo Turismo Centro de Portugal, com o apoio do Turismo de Portugal e do Governo português, a realizar nos dias 26 e 27 de Junho, em Viseu, Pedro Machado debateu os problemas e desafios da região que representa. Sendo o seu aumento o primeiro deles. Isto porque hoje o Centro representa cidades/regiões/produtos com maturidades distintas, assim como processos de trabalho diferentes. Pelo que o primeiro de tudo, após ter tomado posse, foi o “arrumar a casa”. Conseguir estabilizar a marca Centro e criar uma união.

Os primeiros resultados começam agora a ser divulgados. A região chamou a sim a legitimidade para organizar o primeiro Fórum Turismo Interno, chamando a atenção para a importância de os portugueses fazerem férias no próprio país. A questão da legitimidade deve-se ao “simples” facto de o consumo interno representar 70% do negócio do Centro. Sem esquecer que há anos não há uma campanha a apelar a este tipo de turismo. A última verificou-se em 2010/2011. Quem não se lembra do “Vá para fora cá dentro”?

Como Pedro Machado lembrou, temos 10 milhões de consumidores. E é esperar que no período pós-Troika os portugueses recuperem poder económico e decidam fazer férias no seu próprio país.

O segundo resultado de meses de trabalho será brevemente anunciado, com a apresentação do plano de marketing para os próximos cinco anos. O presidente do Turismo Centro levantou um pouco do véu e referiu dois dos eixos: reforço do posicionamento da marca Centro “que sabemos que é particularmente baixa” e o reforço e aposta no mercado da lusofonia e luso-descendentes.

Tudo para contrariar três dos problemas que o Centro enfrenta: o excessivo peso do mercado interno (70%) e consequências da quebra do poder de compra dos portugueses; o facto de o principal mercado externo (e segundo do ranking geral), a vizinha Espanha, ter igualmente sofrido com a crise. Houve um recuo de turistas não só pela falta de dinheiro mas igualmente por um terceiro problema – os custos de contexto. No caso as portagens das autoestradas e as dificuldades de pagamento. “A perda de poder aquisitivo dos dois principais mercados fez com baixar os números da região Centro, nomeadamente as taxas de ocupação”, constatou Pedro Machado.

É por estas e muitas outras razões que, depois, o preço médio praticado acaba por ser invulgarmente baixo. Mas não há muito a fazer tendo em conta que, nalguns casos, a capacidade instalada não utilizada anda na ordem dos 60%.

Artigo publicado no Opção Turismo, a 17 de Junho de 2014.

 

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