A porra da violência doméstica

Para começar a actividade no blog nada como começar com um tema interessante: a violência doméstica.
Mas não a visível. A que deixa marcas para todos verem e que é, relativamente, fácil de comprovar. Não. Vou falar da violência doméstica escondida. A dos maus-tratos verbais acompanhada de ameaças. Porque para mim essa é a pior e mais prejudicial.
Imaginem o que é viver com uma pessoa de humor instável. Em que nunca sabem se vai estar de bom humor ou desatar aos gritos e aos pontapés a tudo e a todos. Em que não sabem se o dia não irá terminar com mais umas quantas ameaças de morte. “Eu já tenho x anos. Não me importa se vivo mais um dia ou uns anos. Já vocês têm a vida pela frente. Ou talvez não. Pode acabar já amanhã”.
Imaginem o que é não saber o que é uma verdadeira noite de sono. O medo constante de não saber se vai acontecer alguma coisa. Se este é ou não o vosso último dia na Terra.
E quando há mais pessoas envolvidas, quer seja, crianças ou idosos, o caso fica ainda pior.
Porque este é um tipo de violência em que de nada vale fazer queixa nas autoridades. Não há provas. São só ameaças. O grande problema é que, quem vive isto, sabe que o dia em que se passa da ameaça ao acto há-de chegar. Sabe que vive em stand-by. E não há nada a fazer. A não ser esperar.
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